É indiscutível que os Açores são um paraíso. Trabalho numa unidade de investigação bem equipada, com pessoas jovens, bem dispostas e que parecem gostar de mim. O estudo que estou a desenvolver é muito interessante e faz-me sentir realizada profissionalmente. Vou uma vez por mês a Coimbra e o Afonso vem cá imensas vezes. Falo ainda mais com a minha mãe do que se morasse em Coimbra e tenho imensas notícias dos amigos que me fazem uma festa de mês a mês (sempre que regresso). Estou a frequentar o mestrado que sempre sonhei!
Então porque continuo a chorar em silêncio a distância?!?
Será mimo? Ou simplesmente não posso sentir-me satisfeita, por querer sempre mais?...
Se tenho tudo para ser a pessoa mais feliz do mundo todos os dias, a todos os segundos, porque não o sou sempre?!

3 comentários:
Eu não sou um eterno insatisfeito. O que não quer dizer que não queira sempre mais. Sempre mais...sim, mas aproveitando o agora.
Isso são coisas que a distância faz. Sentes-te "acompanhada" mas isolada. Acredita. São os tais mundos separados (fisicamente). Mas isso passa. Nem que seja com a junção de tudo no mesmo mundo. Uuuuuiiiiiiii.
Essa foto é linda e diz tudo sobre isolamento.
Porque, a meu ver, o ser humano é sempre assim. Acha sempre que pode estar melhor do que está. E quando já não estiveres aí, vais ver que as coisas más foram esquecidas e só vais reparar nas boas que já não tens, esquecendo também as boas que terás nessa altura.
Um beijinho cheio de saudades. Faltam 13 dias...
Pois eu acho que é porque... Tu achas sempre mal! E és do contra e assim! e pronto...vá lá... sentes um bocadinho a nossa falta como nós sentimos a tua... És daquelas que, se ganhasses 117, 395 milhões de euros no Eurmilhões dizia... "Acho mal! Deviam ter 118!" Graciosa, porque é que os tremoços não são à borla?
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